Documentario Cantos da Floresta

Publicado: janeiro 9, 2012 em Uncategorized

Finalmente, o documentario sobre a viagem do Mawaca  pela Amazonia em agosto doe 2011. 

http://vimeo.com/34079566

 

 

OS CANTOS DO MUNDO – vivenciando a diversidade vocal
com MAGDA DOURADO PUCCI (Grupo Mawaca)

DE 09 a 13 DE JANEIRO
2ª a 6ª das 19:30 às 22h

R$450,00 (inscrições até 23 de dezembro poderão ser pagas em duas vezes)

Público alvo: pessoas interessadas pelas expressões multiculturais daqui e de fora, estudantes e profissionais da voz, educadores musicais.

Dividido em cinco encontros teórico-práticos, o curso oferece um contato com ‘outros’ universos sonoros de várias partes do mundo, desde os cantos guturais do Mediterrâneo até as vozes nasais dos povos indígenas brasileiros, passando pela diversidade vocal dos indianos, árabes e japoneses. Uma verdadeira viagem sonora através da voz!

Objetivos:

Conhecer e vivenciar algumas práticas vocais existentes no mundo através da exibição de DVDs, da audição comentada de vários exemplos musicais e da prática em grupo.
Reconhecer o multiculturalismo em São Paulo e no Brasil
Vivenciar (cantando) a sonoridade de diferentes línguas como a japonesa, o mandarim, o swahilli, o espanhol, o hebraico, o árabe, o sefaradi, o grego, o búlgaro, finlandês entre outros
Conteúdo:

As talas indianas e composições sobre palavras non-sense
Os tons musicais das línguas asiáticas
A não-fronteira entre fala e canto
Exercícios de criação com sons, ideofones, ostinatos e rítmicas impares
A diversidade e nasalidade dos cantos indígenas
Os tons e ritmos das melodias afro-brasileiras
O canto difônico dos xamãs siberianos
A guturalidade das vozes mediterrâneas
A funcionalidade do canto nas sociedades

http://www.cantodobrasil.com.br/curso-de-ferias/os-cantos-do-mundo/

Wikipedia

Publicado: novembro 26, 2011 em Uncategorized

No princípio, eu torcia o nariz para a Wikipedia porquê achava que era muito ruim, superficial etc. Mas agora vejo que ela se tornou uma ferramenta importante de pesquisa, pois é um primeiro passo para quem quer começar a estudar determinado assunto. Agora, muitos profissionais e pesquisadores tem colaborado nos verbetes da Wikipedia, que estão dando confiabilidade maior à essa enciclopédia virtual.

Ao acessar os verbetes, tenho visto sempre uma mensagem do criador da Wikipedia para que seja depositado uma pequena quantia para manter o projeto em pé. Na dúvida se seria legal ou não fazer isso, deixei passar algumas visitas, mas agora resolvi apoiar a causa. Acho que as pessoas precisam ter um corrimão nas suas pesquisas. A Wikipedia é um serviço gratuito que ajuda muita gente. Então, apoio a iniciativa e fiz minha doação!

<a href=”https://wikimediafoundation.org/wiki/Support_Wikipedia/en”><img border=”0″ alt=”Support Wikipedia” src=”//upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/6f/Fundraising_2009-micro-free-en.png” /></a>

OFICINA TOCANDO O MUNDO – o repertório multicultural na sala de aula
com Magda Pucci e Gabriel Levy na Oficina Teca de Música

Tendo como principais eixos a diversidade musical e o multiculturalismo, a oficina “Tocando o Mundo” pretende fazer conhecer e vivenciar diversas expressões musicais do mundo como a dos povos africanos, árabes, asiáticos, balcânicos, indígenas entre outros. Baseando-se nas experiências musicais com o grupo Mawaca, Orquestra Mediterrânea, Mutrib, Orquestra Mundana, Magda Pucci e Gabriel Levy desenvolvem maneiras de estimular a criação musical em sala de aula, explorando elementos de diversas tradições do mundo.

Local: TECA Oficina de Música
R. Ministro Galvão Mesquita 141 – Perdizes
Tel: 11-3083-2294 / 3064-2853
email: teca.secretaria@yahoo.com.br
Valor: R$ 80,00 (R$40,00 para sócios do Fladem-Brasil-2011)

Esse disco é um primor! Vale a pena conferir

O Canto dos Escravos - Clementina de Jesus, Tia Doca e Geraldo Filme 'O Canto dos Escravos' está de volta, em CD O trabalho, original de 1982, reúne Clementina de Jesus, Geraldo Filme e Tia Doca, que interpretam cantigas ancestrais dos negros benguelas, de São João da Chapada, em Diamantina, Minas Gerais . Um dos títulos mais importantes e corajosos da fonografia brasileira acaba de chegar, 21 anos depois do lançamento em elepê, ao formato digital. Trata-se de O Canto dos Escravos (dentro da série Memória Eldorado … Read More

via Som Negro – Músicas Africanas e de Influência Africana

Estou muito contente e sabem porque? Consegui, depois de muitos anos, realizar um grande sonho: tocar com os indígenas in loco, nas aldeias da Amazônia. Ontem embarcamos para Ji-Paraná, onde começa nossa viagem por 15 dias  por 6 cidades (Acre, Rondônia e Amazonas). Estou postando notícias do que está acontecendo, todo dia, no site que eu criei para o projeto.http://www.wix.com/magdapucci/mawaca-cantos-da-floresta2

 

 

 

Diante da dificuldade de conseguir alguém para reformar o atual site do Mawaca, que está em flash e cheio de informações (www.mawaca.com.br) resolvi eu mesma criar um sitezinho no Wix para colocar as informações e novidades sobre o projeto Cantos da Floresta, um turnê pelo Norte do Brasil patrocinada pela Petrobrás. Vai todo o grupo Mawaca para lá e nos encontraremos com 6 diferentes povos indígenas em cada cidade que aportarmos para trocarmos figurinhas e convidá-los para participar dos nossos shows. Será uma oportunidade e tanto travar esse contato direto com os indígenas, conhecer suas músicas, ver o quão conseguiremos interagir com esse universo tão distante do nosso.

Como sou nova no metier de fazer sites, ele ainda está em fase de experimentação  e nem tudo está lá. A ideia é ir colocando as informações sobre a viagem aos poucos para deixar nossos fãs sempre antenados com a gente.

O link do site é http://www.wix.com/magdapucci/mawaca-cantos-da-floresta2. Aguardo seus comentários e sugestões.

Acabo de ver que saiu um livro sobre os instrumentos e a música da Guiné, escrito por Isabela Aranzadi. Agora é tentar achar para comprar por aqui.

http://www.buala.org/pt/palcos/africa-de-ida-y-vuelta-uma-viagem-musical-por-isabela-aranzadi 


Sou fã da cultura japonesa. Admiro muito tudo o que eles concebem, desde os jardins japoneses, a música,os origamis, a arte da ikebana, a caligrafia e seus significados cheios de simbolismos, enfim, vejo que no Japão, mesmo as coisas mais simples tem significados profundos. Aprendo a cada dia algo novo da cultura japa.

Comecei a entender melhor o Japão e seus descendentes aqui no Brasil, quando ganhei de presente um koto, de uma fã do Mawaca. Com o instrumento nas mãos, fui atrás de quem me ensinasse a tocá-lo. Conheci Tamie Kitahara, uma professora de música maravilhosa, que tinha um prazer imenso em ensinar. E ela cantava tão bonito, tocava tão bem, era tão dedicada à música. Conhecer a Tamie foi um presente. Depois de anos, passeando pelas pentatônicas o Mawaca finalmente conseguirá gravar um show que é o resultado desse meu namoro com a cultura japonesa. Faremos no Teatro Paulo Autran do SESC Pinheiros (portanto em grande estilo, pois esse é um dos melhores teatros de São Paulo) o espetáculo Ikebanas Musicais (saiu como Sonoras, mas foi um equívoco semiótico causado pela correria do dia-a-dia).

Por que ikebana musical?  Ikebana é um arranjo floral que tem ritmo  e harmonia. Assim concebo os meus arranjos. A melodia é um fio  condutor, é a flor escolhida, e depois vêm os elementos que dão  sentido àquela melodia-flor. São três elementos que precisam ser  considerados na criação de uma ikebana:

céu (Shin),  o homem (Soe) e a terra (Tae ou Hikae).

Cito aqui um parágrafo de um site sobre Ikebanas que apresenta um pouco da filosofia dessa arte de dar vida às flores.

“A filosofia que envolve a Ikebana merece atenção especial, pois este é o ponto que a distingue dos arranjos ocidentais, onde procura-se valorizar o volume e a quantidade de flores, além de haver um descarte de flores tidas como “tortas” ou “imperfeitas”, fazendo parecer que a natureza as tivesse desenvolvido de forma errada. De acordo com a sensibilidade do praticante da Ikebana, a forma tortuosa da planta é vista como  movimento, até mesmo por que na natureza nada é estático. Então, valorizando o que a natureza oferece ao ser humano, o praticante da ikebana transforma esta harmonia do universo em obra de arte”  (http://www.blogjusto.com.br/2010/09/ikebana-a-arte-floral-japonesa/)

Então, criar ikebanas musicais é um exercício de austeridade e de liberdade ao mesmo tempo pois preciso pensar nesse eixo terra, céu e homem. Terra (tae) seria na minha concepção, a origem da música e seus significados. O Céu (shin), aonde você pode chegar com sua criação e o Homem, aquele que ouve sua música, o seu eu mesclado ao público. Assim imagino serem meus arranjos, principalmente os que faço com melodias japoneses. São lindas mas não são óbvias. Não são retas, são tortas. São sutis. São como flores de todas as cores.

Nesse espetáculo Ikebanas Musicais com o Mawaca apresentamos várias canções japonesas que se relacionam às estações do ano, outro dado que aprendi com a cultura japonesa, essa ligação bonita com a natureza, de um respeito profundo!

Cada estação tem seu tom, sua tonalidade, sua mobilidade, seu encanto, sua beleza. Até mesmo o inverno, aqui no Brasil, considerada uma estação menor, no Japão se comemora essa estação com alegria.

Vi ikebanas lindas sem flores, apenas galhos secos e folhagens que demonstram a beleza que essa estação nos propicia também.


O arranjo de Hotaru Koi de Ro Ogura é uma verdadeira ikebana musical. De uma delicadeza, um primor mesmo. O cânone inicial com pequenas dissonâncias cria a ilusão sonora do vagalume piscando na noite. É realmente uma sacação do arranjador. Ai vai o link de Hotaru Koi com o Mawaca cantando. http://www.youtube.com/watch?v=UQIBTKarRR8
O show Ikebanas Musicas com o Mawaca irá acontecer no SESC Pinheiros dias 18 e 19 de junho como parte da programação de uma mostra de filmes japoneses.

Além de Hotaru koi, muitas músicas bonitas como Imayo que mesclamos com Papai Curumiassu, Haru no umi, Soran Bushi, Kazoe Uta entre outras.

Um show bonito, delicado que contará com as participações especiais de Tamie Kitahara no koto, shamizen e na voz, Shen Ribeiro no sakuhachi e as irmãs do taiko Daniella e Deborah Shimada.

Segue link com as informações sobre esse show no SESC http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=195384

Conto com a colaboração constante de um amigo e profundo conhecedor da cultura japonesa, o Jo Takahashi, que por  muitos anos trabalha na Fundação Japão e agora abriu uma produtora para projetos que relacionam Brasil-Japão.

Jo sempre foi um incentivador do Mawaca, sempre nos dando apoios importantes. Sem ele, talvez nossa relação com a comunidade japonesa não teria se consolidado.

Além do Jo, temos vários colaboradores que estão nesse projeto Ikebanas Musicais, como  a jovem figurinista Jessica Vidal que está fazendo  quimonos modernos muito coloridos que ficarão lindos com os cenários virtuais criados pela artista plástica Erica Mizutani,  projetados e reconfigurados por Ricardo Botini. 

O espetáculo Ikebanas Musicais será gravado e transformado em DVD a ser lançado até o final do ano, mostrando assim a nossa relação afetiva com a comunidade japonesa que se instalou no Brasil há mais de 100 anos. São Paulo multicultural a toda prova!

This is Mawaca!

Segue roteiro do show que está no Jojoscope

http://docultural.com.br/blog/2011/06/mawaca-apresenta-ikebanas-musicais-2/

 


Estou aqui prostrada, cansada, com pilhas de coisas para fazer, artigos para escrever, trabalhos de alunos para corrigir, produção para fazer, propostas de novos projetos….e criar? quando terei tempo livre para criar, sem pressão, na boa? Será que essa é grande utopia do século, ter tempo para criar? na realidade, ter tempo para nós mesmos!

Lendo hoje uma entrevista da Martha Argerich, ela diz que gostaria de tocar menos para poder ter mais tempo para ela.  Até mesmo uma pianista do porte dela se queixa da loucura que é essa vida corrida, sem tempo para os pequenos prazeres da vida.  O público vê o artista como um privilegiado, de fato, somos, mas nos cansamos, quebramos nossas almas, nos dedicamos tanto que às vezes, não nos sobra tempo para mais nada. E isso pesa, como pesa!

Não temos vida bandida como Lobão fala na sua canção, mas vida corrida! Vida corridaaaaaaaa!!!!!!!!!!!