Arquivo de março, 2011

ideias

Publicado: março 13, 2011 em pensar é só pensar

Giram, giram, ideias vão e vem, inspiram, estimulam, criam raízes e sobrevoam a mente… difícil é colocar as ideias no plano do real, do concreto… por outro lado, o que seria de nós se não fossem as ideias, os sonhos???

Erica Mizutani

oi gente

Criei um blog do livro Outras terras, outros sons, que eu escrevi junto com a educadora musical Berenice de Almeida. É um livro didático para professores de música que queiram desenvolver repertório africano e afro-brasileiro, indígena e português. Ai vai o link do blog

http://outrasterrasoutrosons.wordpress.com/sobre-o-livro-outras-terras-outros-sons/

Para quem é ligado em música de outros povos, principalmente africana, indígena e portuguesa, é uma boa acessar ou ter o livro. Postamos alguns dos textos lá. Estamos em fase de revisão desse material que vai ganhar mais informações, mais atividades e novas músicas , partituras porque depois de 10 anos muita coisa mudou, né? Hoje o universo indigena e africano tem muito mais material para ser acessado, informações por toda parte. estamos tentando organizar isso e sintetiza-las de forma que o professor consiga fazer uma boa pesquisa, levantar bom repertorio para suas aulas etc.!

Ajudem-nos a revisar o livro, fazendo comentarios, sugestões  para o email outrasterras@gmail.com

Eu e Berê, minha parceira no livro, estamos quase finalizando o volume de música indígena. Logo, logo será enviado para a editora. Espero que seja um material útil para os professores de música de todos os cantos.

 

Depois de algum tempo meio distante da música indígena, agora me volto novamente para me enfronhar nesse assunto. Tenho que revisar um artigo que foi aceito para ser publicado na revista Vibrant http://www.vibrant.org.br/ – revista sensacional de Antropologia cujo editor é nada mais nada menos do que Peter Fry um antropólogo inglês militante e que vive no BRasil há um bom tempo).

Li os pareceres dos editores feliz da vida, porque, pela primeira vez, alguém realmente se interessou pelo meu trabalho acadêmico e comentou o mesmo COM critérios! Raridade total! pois nem mesmo orientadores e professores, que são as pessoas aptas a isso, costumam fazer esse tipo de coisa…

Fiquei feliz porque mesmo tendo passado 2 anos da minha defesa de mestrado, eu ainda tinha a sensação de que não tinha mostrado o tamanho esforço que foi fazer essa dissertação… algo totalmente solitário, em que ficamos imersos numa quantidade enorme de informações e ao mesmo tempo, precisando de um apoio externo que nunca chega. Então, agora é uma hora de colocar parte dessa pesquisa no circuito acadêmico “sério” e  tentar me sentir parte disso!

Meu artigo é sobre a Arte oral dos Paiter Suruí de Rondônia, cuja música ora parece fala, e a fala parece música. São vários os casos em que isso ocorre, mas os linguistas não prestam muita atenção nisso nem mesmo os antropólogos! Dai, fiquei sózinha nessa investigação… por que seria assim?  Que coisa linda é isso e que ninguém se toca. Será que estou ficando louca aqui nas minhas conjecturas todas?

Mas não, há quem se interesse por isso e espero que daqui em diante eu consiga continuar nas minhas pesquisas ainda mais porquê agora vou precisar revisar a parte indígena do meu livro Outras terras, outros sons, cujo primeiro volume será exatamente como abordar a música indígena nas escolas, assunto difícil de ser tratado pelos professores que tem uma formação, em geral, bem fraquinha em música em geral, o que dirá em música dos povos indígenas!  Tento fazer a minha parte. A ver se reverbera!

Participarei de um encontro sobre a voz cantada na ECA no dia 24 de março. Aqui vão as informações sobre o encontro, organizado pela Heloisa Valente.
O Centro de Estudos em Música e Mídia (MusiMid) realiza no dia 24 de março de 2011 a 3ª Jornada de Estudos em Música e Mídia: Dos sortilégios da voz cantada, que abordará a voz cantada em suas múltiplas facetas: modelos estéticos, técnicas, dando especial destaque à memória da profissão.

Centro de Estudos em Música e Mídia (MusiMid), originado em 2011, promove diversas atividades acadêmicas e artísticas e reúne uma equipe multidisciplinar que inclui, além de estudantes, músicos e musicólogos, especialistas com interesse voltado à música e suas implicações com as mídias. Desde 2009, realiza as Jornadas de Estudos em Música e Mídia, em um modelo de encontro intensivo que congrega formatos variados de apresentação em torno de uma mesma temática.

Um olhar feminino, conduzido pelas curadoras Ana Maria Kieffer, Myriam Taubkin e Magda Pucci, dará o tom do Projeto Música no Museu da Casa Brasileira

Com início da temporada em 13 de março, serão 12 apresentações, sempre aos domingos, às 11h

No embalo do Dia Internacional da Mulher, o Museu da Casa Brasileira, instituição vinculada à Secretaria de Estado da Cultura, abre a temporada 2011 do Projeto Música no Museu – Olhar feminino. Sob a curadoria da cantora e pesquisadora Ana Maria Kieffer, da diretora musical Myriam Taubkin e da arranjadora Magda Pucci, serão 12 apresentações de música instrumental e erudita, sempre aos domingos, às 11h, de março a maio. Com entrada gratuita, a abertura do programa será dia 13 de março.

Inspirados na força e no mistério do Oriente, o Grupo Arabesque, a convite da Magda Pucci, fará a estréia do Música no Museu 2011, com o show “Dança do Fogo”. Com o músico Mario Aphonso (Ma3) à frente do grupo e participação especial da dançarina Fátima Fontes, a apresentação terá a delicadeza dos instrumentos orientais, como o alaúde e as flautas ney. A rabeca se soma às percussões árabes derbak e o daff, que dialogam com o acordeom, o clarinete e o saxofone, criando uma ponte entre Ocidente e Oriente. Segundo Magda Pucci, são melodias compostas sobre ritmos orientais, produzindo uma paisagem sonora inebriante. No domingo seguinte, dia 20, o trio do violinista Ricardo Herz fará a estréia da curadoria de Myriam Taubkin.

Durante os meses de março, abril e maio, as três curadoras irão se alternar a cada domingo, proporcionando ao público uma perspectiva musical diferente e complementar. Com um olhar sobre o passado, Ana Maria Kieffer dará destaque ao repertório dos antigos saraus brasileiros, com obras de Marcos Portugal, de Elias Álvares Lobo, do americano Louis Moreau Gottshalk, que nos visitou em 1869, de Brasílio Itiberê da Cunha, de Emílio Eutiquiano Correia do Lago e do jovem Carlos Gomes.

Já Myriam Taubkin, atenta aos movimentos contemporâneos, privilegiará os novos talentos da música nacional. Para além dos limites temporais, Magda Pucci faz um movimento com o espaço, no limite entre a música brasileira e suas amplas fronteiras com o mundo.

O Música no Museu chega a sua 8ª edição, apresentando atrações musicais a partir do olhar de três mulheres curadoras, que desenvolvem seus trabalhos em áreas diversas da música brasileira.

As curadoras




ANNA MARIA KIEFFER: musicista, pesquisadora e criadora

Nascida em São Paulo, dedica-se especialmente à pesquisa e divulgação da música contemporânea e da memória musical do Brasil. Nesse sentido, tem desenvolvido projeto de pesquisa focalizando a música no Brasil, a partir do século XVI. É autora da série “Memória Musical Brasileira”, editada em CD-livros pelo selo AKRON. Possui uma discografia de 20 títulos, entre os quais:Teatro do Descobrimento, Marília de Dirceu, Viajem pelo Brasil, 1900:A Virada do Século, Alberto Nepomuceno: Canções, Comédia Musical Urbana, Mel Nacional, Cancioneiro da Imigração. Está ligada, como artista e colaboradora, ao Studio de Recherches de Bruxelas, tendo realizado também trabalhos junto ao GRM-Groupe de Recherches Musicales, em Paris. É membro da EMF–Electronic Music Foundation (Albany, N. York) e do Instituto Brasileiro de Musicologia (São Paulo, SP). Entre 2007 e 2008 concebeu, dirigiu e participou de vários espetáculos e trilhas sonoras. Em 2009, realizou uma série de concertos em Portugal, juntamente com o pianista Fábio Luz, abordando a obra para piano e para canto e piano de Heitor Villa-Lobos.

MYRIAM TAUBKIN: curadora e diretora musical, especializada em espetáculos de música brasileira, desde a década de 70

Com 4 livros e 4 documentários lançados, dirige o Projeto Memória Brasileira, que produz um mapeamento detalhado da nossa música, a partir da pesquisa e da seleção dos mais representativos músicos do Brasil, entre artistas consagrados e revelações musicais, por instrumento ou segmento, em espetáculos gravados ao vivo. São mais de duas décadas de apresentações e registros de pianistas, violinistas, arranjadores, percussionistas, instrumentistas de sopro, sanfoneiros e violeiros, com participação de mais de 500 artistas. Nos últimos dois anos, Myriam tem se debruçado na oitava série do projeto memória brasileira, que foca os compositores, instrumentistas e cantores de talento da nova cena musical brasileira: “Na mira da música brasileira”,  série de espetáculos que apresenta um panorama da multiplicidade de artistas cujas carreiras se iniciam neste século. Realiza ainda curadorias musicais para espetáculos customizados para organizações como Banco do Brasil, Fernando Albino Advogados Associados, Fiat, FIESP, Roche e Russel Reynolds Associates.

MAGDA PUCCI: arranjadora, compositora, intérprete e pesquisadora

Formada em Regência pela ECA-USP e Mestre em Antropologia pela PUC-SP, Magda Pucci se especializou na música dos índios Paiter Suruí, de Rondônia. Em 2009, iniciou seu doutorado em acervos sonoros pela Universidade de Amsterdam, na Holanda. Dirige e produz o grupo MAWACA desde sua formação em 1993, que recria músicas dos quatro cantos do planeta. Tem atuado constantemente na área teatral desde 1992, participando das montagens de varias obras e também desenvolveu trilhas sonoras de vários espetáculos. Além do teatro, Magda tem composto para projetos na área multimídia, trilhas de vídeo e espetáculos de dança. Foi premiada no Percussive Arts Society do Brasil. Regeu a Banda Sinfônica de Barcelona uma peça de sua autoria comissionada pelo Festival de Música Experimental de Barcelona. Dentre suas atividades ligadas à Educação Musical, lançou o livro ‘Outras terras, outros sons’ pela Editora Callis e ministra cursos para professores de Educação Musical.  Lançou, em parceria com Heloisa Prieto, o livro “De todos os cantos do mundo” (Cia. das Letras), voltado para as crianças.  Desenvolveu vários projetos no Terceiro Setor como a implantação do canto no grupo ‘Meninos do Morumbi’, o grupo de refugiados africanos no SESC Carmo, a produção musical dos CDs da Ação Comunitária Brasil, entre outros projetos.

Serviço: Música no Museu

Apresentação: Aos Domingos, às 11h

Local: Museu da Casa Brasileira

Endereço: Av. Faria Lima, 2705 – Jardim Paulistano Tel. 3032-3727

Ingresso: Grátis

Acesso a portadores de deficiência física.

Visitas orientadas: 3032-2564 agendamento@mcb.org.br

Site: www.mcb.org.br

twitter.com/mcb_org

Estacionamento: de terça a sábado até 30 min. grátis, até 2 horas R$ 8,00, demais horas R$ 2,00. Domingo: preço único de R$ 12,00.

Patrocínio: CCR

Informações para a imprensa – Museu da Casa Brasileira

A4 Comunicação (11) 3897-4122

Paula Barcellos – paulabarcellos@a4com.com.br

Josi Campos – josicampos@a4com.com.br


de volta a Sampa

Publicado: março 1, 2011 em Uncategorized

Estive em Recife por 5 dias para participar do Porto Musical, um encontro de produtores culturais e músicos (que se auto-gerenciam) para trocar idéias sobre produção cultural, como desenvolver parcerias com o mundo digital, levar sua banda para o exterior etc.  Por lá, mais do que contatos profissionais fiz vários amigos, gente interessante e interessada (no bom sentido) que conjuga dos mesmos interesses musicais.

Recife em momento pré-carnaval is crazy…. a cidade se transforma, as ruas enfeitadas,  música pelas ruas aqui e acolá, esparsos, mas rolam, desde grupo de marchinhas até pequenos blocos de maracatu somada à programação do Porto Musical que apresentava 3 shows por noite que era fechada por um DJ. Na ultima noite,  o melhor de toda a programação, o grupo Malayo de Ilhas da Reunião, África. Uma coisa de louco! Transeúnica! Ritmos rápidos e lancinantes, danças frenéticas, um cantor de voz poderosa e suuuper carismático, marimba e instrumentos feitos de bambu, chose de loki!!!!! Adorei. E depois rolou o DJ Bill Bragin (nada mais nada menos do que o diretor do Lincoln Center em NY) com um set maravilhoso acompanhado pelo Quarteto de Olinda. Maravilhoso!

Bom, agora é hora de novamente colocar as coisas em ordem em Sampa e continuar nos trabalhos produtores de cultura.