Arquivo de abril, 2015

Importante momento da história dos indígenas no Brasil.

Mobilização Nacional Indígena

Esta quinta-feira (16),último dia do Acampamento Terra Livre, que começou em Brasília (DF) na segunda-feira, foi marcada por duas sessões solenes, uma na Câmara e outra no Senado, em homenagem ao Dia do Índio. Dispostos a dialogar com os parlamentares das casas onde tramitam propostas legislativas que atacam seus direitos, os indígenas passaram por vários constrangimentos.

Pela manhã, na Câmara, apenas 180 indígenas do Acampamento Terra Livre (ATL) foram autorizados pela mesa diretora da Câmara Federal a participar da sessão no Plenário Ulysses Guimarães. A expectativa era a de que entrassem pelo menos 700 indígenas no Plenário, número que foi reduzido, nas negociações, para 500. Na rampa de entrada para o Congresso, o grupo foi barrado por força policial e dividido em delegações – o que levou muitos a retornar ao acampamento, indignados com o tratamento que receberam naquela que é conhecida como a Casa do Povo.

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Mais uma oficina chegando!  Agora é a vez de apresentar as músicas indígenas que pesquisamos, eu e Berê, para o livro ‘A Floresta Canta: uma expedição sonora por terras indígenas do Brasil’, lançado recentemente pela Editora Peirópolis. O livro foi lançado na Livraria da Vila no dia 15 de março.  (http://www.editorapeiropolis.com.br/2014/04/24/a-floresta-canta-musicas/) capafloresta

A oficina tem como objetivo desenvolver práticas musicais com repertório indígena, abordando músicas dos povos Paiter-Suruí, Ikolen-Gavião, Krenak, Mbyá-Guarani entre outros. Por meio dessas práticas, a oficina pretende estimular a reflexão sobre a grande diversidade cultural do Brasil e desmitificar a ideia de que as músicas indígenas são todas iguais. Atividades como cantar em diferentes línguas indígenas, entrar em contato com conteúdos mitológicos, ouvir o som de determinados instrumentos, perceber a forma como a música se insere na vida cotidiana indígena fazem parte da prática musical a ser desenvolvida nessa oficina. Em paralelo à prática, desenvolveremos uma reflexão sobre o papel da oralidade nessas tradições, que se encontra ligada intrinsecamente à musicalidade, proporcionando assim, uma experiência das nossas mais remotas origens, além de também propor possíveis formas de utilização do repertório indígena em sala de aula.

Dia 25 de abril, sábado, das 9h às 13h.

Investimento- R$110,00 (só a oficina) ou R$135,00 (oficina+ livro)  

Teca Oficina de Música Rua Ministro Gastão Mesquita, 141Perdizes – Oeste – (011) 3083-2294

Inscrições com maucha@tecaoficinademusica.com.br

http://www.tecaoficinademusica.com.br/

No mês de maio estarei em Florianópolis dando uma oficina de Músicas do Mundo no espaço da Yasmin Meera, grande bailarina e agitadora cultural da cidade. Inscrições abertas. Dias 22 e 23 de maio. Informações no flyer abaixo!

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Vamos apoiar essa causa tão importante e que se refere a todos nós. Com a PEC 215 o Brasil vai voltar atrás e ferir a Constituição.

Mobilização Nacional Indígena

Brasília, 13 de abril de 2015 – Na contramão da História, o Estado brasileiro tem se omitido e ignorado sua atribuição de garantir o efetivo respeito aos direitos indígenas originários e fundamentais garantidos na Constituição Federal de 1988 e por tratados internacionais. Ao invés disso, o governo tem permitido que o Congresso Nacional venha sistematicamente atacando os territórios e culturas dessas e outras populações tradicionais, como os quilombolas.

O ataque a esses direitos é uma afronta direta ao próprio sistema democrático do Brasil, uma vez que abre precedentes para que outros direitos conquistados pela sociedade nacional possam ser alterados através de manobras políticas que beneficiam pequenos grupos e seus interesses escusos. Para piorar, tais enfrentamentos vêm carregados de preconceito, discriminação e incitação à violência, intrincados em discursos de ódio que são disseminados no senso comum, numa guerra velada e cotidiana promovida principalmente por aqueles que deveriam zelar pelo país em…

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