Arquivo de fevereiro, 2011

hora de ensinar!

Publicado: fevereiro 16, 2011 em Uncategorized

Agora é hora de botar a mão na massa! Amanhã começam as minhas aulas na Anhembi Morumbi como professora! Estarei dando aulas de Música Afro-Brasileira no curso de Música Brasileira e de Difusão Cultural e de Gestão Cultural no curso de Produção Musical que a faculdade oferece.  O legal essa faculdade é que são cursos que visam muito a prática musical, de estúdio, no sentido de colocar o aluno em contato direto com o mercado musical, conhecer de perto a realidade. Quando fiz USP, as pessoas me perguntavam o que eu iria fazer com aquele diploma e eu não sabia responder… porque tudo o que era ensinado ali não tinha funcionalidade alguma.. Por um lado, ok ser assim, mas por outro lado, quando sai da faculdade me senti um peixe fora d´água… sem saber pra onde ir e o que fazer com aquela formação super etnocêntrica, voltada exclusivamente para a música européia  erudita, enfim… Tive que dar muitas voltas, estudar outras coisas por minha conta, ir atrás de outros caminhos para poder realmente desenvolver  os meus projetos, dar vazão aquilo que eu queria fazer. Demorou demais, eu acho. Se eu tivesse tido um curso mais prático, mais usável, talvez eu tivesse feito uma outra trajetória, não sei…

Mas enfim, agora é hora de ensinar o que aprendi, fazer os alunos refletirem sobre essa profissão que, cá entre nós, é bem difícil porquê te coloca em situações conflitantes com o mundo real. Fazer música é sempre viver numa outra esfera mesmo, mas atualmente, o artista também não pode ser um E.T. , viver numa torre de mármore, isolado, ele tem que botar a mão na massa, saber como realizar o seu sonho, viabilizar suas ideias satisfatoriamente! E pra isso, ele precisa saber como se auto-gerenciar, como se organizar com toda a papelada que se pede para fazer um show, para produzir um CD,  lançar-se ao mundo. É um trajeto cheio de percalços que pode dar muito certo e pode dar muito errado… depende de um monte de coisas que não é a gente que controla, então pode rolar frustração, medo, insegurança, etc etc.
Sofri muito, ao longo da minha carreira, com todo o tipo de insegurança! Vivia me defendendo das inúmeras críticas e de pessoas que não acreditavam no som que eu queria fazer. O Mawaca, ainda para muitos músicos, é considerado uma bobagem, um som sem sentido para os dias atuais. Nem todos ouvem com atenção para ver que  não é isso… Mas paciência! A unanimidade é burra, já dizia Nelson Rodrigues!

Mawaca esteve na Amazonia em agosto de 2011 fazendo um intercâmbio musical com seis diferentes povos indígenas.

O resultado desse projeto encontra-se no documentário http://www.youtube.com/watch?v=4fpZ5PZC6Nc e no blog  que eu escrevi durante a turnê pela Amazônia. http://magdapucci.wix.com/mawaca-cantos-da-floresta2

Recebemos a noticia de que o documentário, realizado pelo Eduardo Pimenta, foi selecionado pelo Womex na Mostra de Filmes de World Music e será exibido em Thessaloniki em outubro de 2012. http://womex.com/realwomex/main.php?id_headings=153&id_realwomex=14&subheading=191

Frutos sendo colhidos dessa empreitada nada fácil mas transformada em nossas vidas!

Segue aqui mais informações sobre o projeto.

O projeto “Mawaca – Cantos da floresta” prevê 6 apresentações e 6 oficinas musicais do grupo Mawaca com Marlui Miranda nas cidades de Porto Velho, Cacoal e Ji-Paraná em Rondônia; Manaus e Manacapuru no Amazonas e Rio Branco no Acre.

Tanto as apresentações como as oficinas contarão com a presença de grupos indígenas já contatados anteriormente, que terão suas músicas interpretadas como os Paitér-Suruí, Ikolén-Gavião, Zoró e Karitiana (RO), Kambeba e Comunidade Bayaroá (AM), Kaxinawá (AC)

Ao apresentar nas cidades  proximas as aldeias dos povos acima citados, onde o acesso cultural é mais difícil, será possível mostrar às pessoas dessas cidades, a riqueza musical desses povos indígenas.

OBJETIVOS

  • realizar 6 shows nas cidades de Porto Velho, Cacoal e Ji-Paraná em Rondônia; Manaus e Manacapuru no Amazonas e Rio Branco no Acre no segundo semestre de 2011;
  • realizar 6 oficinas culturais para a população de baixa renda nas cidades de Porto Velho, Cacoal e Ji-Paraná em Rondônia; Manaus e Manacapuru no Amazonas e Rio Branco no Acre no primeiro semestre de 2011;
  • produzir um documentário com as imagens e depoimentos das pessoas que participaram do projeto que será disponibilizado na internet;
  • levar a diversidade musical e cultural dos povos indígenas para um público que tem os índigenas vivendo próximos, mas pouco valorizam suas manifestações culturais;
  • incentivar a tolerância e o respeito pelos povos indígenas vistos, ainda hoje, com certo preconceito;
  • envolver os habitantes dessas cidades na preservação ambiental estimulando o convívio com as práticas culturais indígenas;
  • conscientizar o público da importância das culturas imateriais dos povos indígenas daquelas regiões;
  • garantir o registro desses encontros para serem vistos por um grande numero de pessoas pela rede virtual;
  • atender ao público carente de produções culturais em municípios de baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) localizados fora do circuito Rio-SP;
  • envolver os indígenas nos shows e oficinas de forma a colocá-los numa posição igualitária e que possa se criar um diálogo entre os habitantes das cidades e os indígenas;
  • com a cultura é possível desenvolver um encantamento através da estética, isto é,  por aquilo que se considera bonito. Ao apresentarmos um show com os indígenas e mostrarmos como eles tem uma cultura bonita, parte da população começarão a ter orgulho da existência desses grupos ao invés de rechaçá-los.

JUSTIFICATIVA

Percebendo a carência de projetos culturais na região Norte, principalmente em Rondônia, região que tenho visitado com certa frequência, organizei esse projeto com o objetivo de envolver os povos indígenas nas ações culturais das cidades próximas as aldeias onde eles vivem.

O Mawaca tem recebido vários convites para se apresentar nesses estados mas infelizmente, nunca é possível concretizar as viagens por falta de subsídios financeiros, pois as cidades não têm recursos para bancar os custos de um grupo grande como o Mawaca.

Nosso trabalho se expandiu e hoje já abarca, com bastante propriedade, a diversidade indígena que é pouco conhecida pela população em geral, mas principalmente por quem vive mais próximo delas.

Percebendo isso, me propus a desenvolver com o apoio dos índios, um trabalho mais intenso de divulgação das culturas imateriais deles. Tenho trabalhado com acervos orais de alguns povos como os Paitér-Suruí de Rondônia e recentemente iniciei a organização de um projeto com os povos do Guaporé ao lado de Betty Mindlin e Marlui Miranda. O projeto visa catalogar todo o repertório lítero-musical desses povos assim como organizar encontros, oficinas e shows com eles para que possamos divulgar melhor suas músicas e rituais, criando vinculos culturais com os não-índios. Assim, meu contato vai se intensificando com esses povos indígenas, o que me possibilitou conhecer melhor as demandas internas deles. E uma reclamação constante deles é a falta de diálogo com as pessoas que vivem nas cidades e falta de suporte para suas ações culturais. Nessas cidades, os índios são considerados um entrave ao desenvolvimento econômico do país e muitos querem que eles saiam da área para poder desmatar mais e mais. No entanto, acredito, que se mostrarmos a beleza da cultura desses povos, e não apenas a violência ocasionada pelas brigas eternas pela demarcação de terras mostrada na TV, creio que poderemos contribuir, mesmo que minimamente, para que esse grupos indígenas sejam vistos de uma outra forma; com menos preconceito e com um mínimo de respeito. Percebo que os indígenas querem criar vínculos com a sociedade, mas são muitas vezes impedidos por conta das dificuldades da língua e pela barreira econômica. Há, realmente, um grande preconceito dos habitantes dessas cidades próximas às aldeias em relação aos seus vizinhos e primeiros habitantes. E por essa razão,  criei esse projeto com o Mawaca, que aliado à Marlui Miranda, grande conhecedora desses povos, com o intuito de  ampliar a divulgação dessa música, em áreas de pouco acesso cultural, e mostrar que há, sim, uma riqueza cultural a ser preservada e conhecida por mais gente.

Segundo Marlui Miranda, “a  construção a partir do trabalho de artistas e criadores, aliados dos povos indígenas, apoiados por antropólogos e lingüistas tem sido lenta mas progressiva. Há uma intensificação de redes de encontros intertribais, acesso à internet em suas associações, apresentações musicais e oficinas em escolas e centros culturais para os  quais os indígenas se deslocam desde suas aldeias muito longínquas, para mostrar sua cultura. Esse trabalho educativo semeou espaço e esclareceu melhor o público sobre a cultura indígena no Brasil. Esses fluxos de artistas indígenas, embaixadores de suas culturas originais, criaram aos poucos uma rede de relacionamentos com artistas urbanos, obtendo resultados muito positivos, tendo como uma das conseqüências o interesse pelo estudo de sua música. O trabalho do Mawaca vem mais uma vez marcar presença consistente no panorama da música no Brasil com sua interpretação vocal marcante, incluindo em seu repertório multicultural a temática indígena brasileira. Mais um artista que se une nessa empreitada rara e difícil”.

Mas sabemos que há muito o que fazer ainda, pois o preconceito e o desconhecimento sobre essa música ainda é grande e a divulgação nos meios televisivos é quase sempre equivocada com raríssimas exceções.

Considero importante apresentar espetáculos para platéias onde a presença indígena é geograficamente próxima, mas rara no meio artístico, pois se mostrada de forma adequada, se incentivará a convivência entre os povos indígenas e os cidadãos brasileiros. Seria uma maneira de mostrar aos habitantes dessas cidades, a riqueza cultural desses povos que vivem à margem da sociedade. A escolha das cidades se deve à proximidade delas com as terras indígenas onde vivem povos que nem sempre tem uma relação amistosa com os habitantes da cidade. O que se propõe é reestabelecer um relação amigável e saudável entre eles. Também se torna fundamental instigar a consciência sobre a importância da cultura desses povos antigos que viviam de forma plena, que tinham rituais de grande força simbólica.

Acontece que essa música indígena, às vezes de um tempo muito remoto, muito diferente do que costumamos chamar de música, parece viver num outro mundo. Ainda são poucos os que se dedicam a ela, a ouvi-la com atenção e a dialogar, criando interpretações que cheguem a muitos. Eu diria que essa música é antiga, bem antiga mesmo, ancestral. Forte, transpôs séculos de adversidades. São matrizes nossas, embora muitos não se identifiquem com elas. Essa distância parece enraizada numa imagem equivocada sobre os habitantes destas terras, construída com a chegada dos europeus, suas armas e suas leis. É inacreditável que haja quem vê os índios como entrave ao desenvolvimento econômico do país ou como usurpadores de terras de que precisamos para produzir, produzir, produzir.

É certo que o tempo-índio é outro tempo, desacelerado, mais contemplativo, embora não necessariamente mais sereno. Acontece que vivemos aflitos demais, querendo respostas, resultados, produtos, como se os processos e os percursos fossem secundários. Ainda mais no universo da cultura! Como cidadã, sei que minhas possibilidades para mudar essa situação são limitadas. Mas, para não me ver de mãos atadas, é no meu métier que encaro esse desafio, com a música, num projeto como este que será apenas mais um, mas é um que fala do Brasil profundo, desse Brasil pouco conhecido – e de uma riqueza sem par!


ROTEIRO

1. Porto Velho(RO)

Show: Teatro Banzeiros ou Teatro Municipal de Porto Velho

Oficina: Fundação Municipal de Cultura Iaripuna

Parceria: Fundação Municipal de Cultura Iaripuna
2.  Ji-Parana

Show: Teatro Dominguinhos

Oficina: Escola de Música Walter Bártolo

Parceria: SEDUC de Ji-Paraná
3. Cacoal

Show: Teatro Municipal de Cacoal (Cacilda Becker)

Oficina: Centro Cultural de Cacoal

Parceria: Secretaria da Cultura de Cacoal
5. Rio Branco (AC)

Show: Teatro Plácido de Castro

Oficina: Usina das Artes São João Donato

Parceria: Usina das Artes São João Donato e Secretaria da Cidadania e Assistência Social
6. Manaus (AM)

Show: Teatro-Oficina Cleonice Alves de Freitas (SESC)

Oficina: Casa Ivete Ibiapina (Casa da Música) ou Centro de Artes

Parceria: SESC Manaus e Casa da Música
7. Manacapuru

Show: Parque do Ingá Cirandródomo

Oficina: Casa da Cultura de Manacapuru

Parceira: Secretaria Municipal de Turismo

OFICINAS MUSICAIS

As oficinas serão realizadas em espaços comunitários indígenas com o intuito de possibilitar uma troca cultural entre os índios e os músicos do grupo Mawaca que vem desenvolvendo um repertório indígena há cinco anos sob a coordenação de Magda Pucci, antropóloga e musicista. A ideia é desenvolver, junto aos índios Ikolén-Gavião, Tupari, Sateré-Mawé, Kaxinawá, propostas de musicalização para as crianças indígenas utilizando gravações de canções tradicionais feitas pelos índios mais velhos – documentos sonoros que servirão para revitalizar a cultura indígena, um tanto marginalizada.

Serão desenvolvidas várias atividades lúdicas com as crianças e um trabalho de formação musical com os professores indígenas para que possam aproveitar o máximo o material dos acervos sonoros de Betty Mindlin, responsável pelas gravações de mitos e canções desses povos.

Trata-se de uma ampliação do trabalho que Magda vem fazendo com os Paiter Suruí de Rondônia (Cacoal).  Magda Pucci catalogou e organizou o Acervo Arampiã contendo mais de 400 gravações dentre narrativas e cantigas tradicionais e modernas dos índios de Rondônia gravadas pela antropóloga Betty Mindlin desde os anos 70, 80 e 90. O processo de catalogação, organização e reutilização desse material pelos próprios indígenas foi reportado na tese de mestrado pela PUC-SP “A Arte Oral dos Paiter Suruí de Rondônia” em Antropologia sob orientação da Dra. Carmen Junqueira.

Cada grupo receberá um atendimento diferente, pois as necessidades são diversas assim como os graus de dificuldade e envolvimento.

O resultado desse projeto encontra-se no documentário http://www.youtube.com/watch?v=4fpZ5PZC6Nc e no blog  que eu escrevi durante a turnê pela Amazônia. http://magdapucci.wix.com/mawaca-cantos-da-floresta2

Recebemos a noticia de que o documentário, realizado pelo Eduardo Pimenta, foi selecionado pelo Womex na Mostra de Filmes de World Music e será exibido em Thessaloniki em outubro de 2012. http://womex.com/realwomex/main.php?id_headings=153&id_realwomex=14&subheading=191

Frutos sendo colhidos dessa empreitada nada fácil mas transformada em nossas vidas!

Nunca imaginei que um dia eu estaria dando aulas em uma faculdade.  Sempre achei o mundo acadêmico meio sem graça e por essa razão, nunca fui atraída pelo mundo universitário, embora adore estudar, pesquisar e tudo mais, mas o ranço dos academicismos me afastavam da vida universitária. Fiz Música na ECA e ali via um monte de professores sem vida musical ativa, críticos azedos e mal -amados pela Música.  O  que se diz muito é que músicos frustrados viram professores! E assim, a vida acadêmica foi postergada ad infinitum até que um belo dia, depois de observar que muita gente desprezava minha faceta “pesquisadora auto-didata”  eu decidi me embrenhar no mundo das dissertações indo fazer Pós-Graduação em Antropologia na PUC. Sob orientação informal da minha amiga Betty Mindlin, ela me incentivou a dar um estofo mais sério aos estudos de música indígena que eu iniciara há uns 7 anos atrás. E não é que eu gostei? A Antropologia, graças aos deuses todos, tem lá seus parentescos com a música, principalmente no tipo de música que eu gosto de pesquisar. Então, foi uma mão na roda estudar Antropologia ainda mais com a orientação da CArmen Junqueira que é considerada uma das maiores antropólogas brasileiras. Bom, lá fui eu dedicar alguns anos da minha vida á vida musical dos indigenas daqui dessa Brasilzão… lá longe, em Rondônia, terra de ninguém, forasteiros que chegam, exploram e desaparecem pelas estradas esburacadas….

E ao mesmo tempo que eu me fascinava pelos estudos sobre o homem, sobre como ele pensa, como se articula socialmente, como produz os simbolos todos, ia me decepcionando também com a vagareza das ações políticas de governo que entra e sai…. Devo dizer que sai um tanto cansada de escrever uma dissertação de mais de 300 páginas, ainda que desordenada, cheia de idéias para projetos futuros. Com os Paiter Suruí, aprendi que somos diferentes mesmo. Que não pensavamos igual e que nunca seremos iguais a eles, nem eles a nós. O hiato era tremendo e ainda será eternamente. Não há “integração” possível como já dizia os irmãos Villas-Boas.

Mas ainda assim, o mundo das pesquisas sonoras me cativava e mesmo tendo me dedicado tanto tempo á Antropologia (e pouco à música) eu vi que eu até levava jeito para dar aulas, explicar coisas, montar power points para dar aulas e explicar o que eu pensava. Isso era muito bom porque me ajudava a colocar as idéias em ordem. Assim, me animei a dar continuidade aos estudos academicos a ponto de ir para a Holanda fazer meu Doutorado (lá chamado de Phd) em Musicologia Cultural, nova terminologia para a área da Etnomusicologia.

Com o incentivo do prof. Wim van der Meer,  passei 3 meses em Amsterdam, fazendo algumas disciplinas que me ajudaram a entender melhor como funciona o mundo acadêmico da música DE VERDADE. Aqui no Brasil, as coisas são bem diferentes e muito devagar. Lá se estuda de verdade! Eu lia em média umas 500 páginas em ingles de textos para serem discutidos em sala de aula. O nível de informação era altamente elevado comparado com o que eu via aqui no Brasil, onde a área de Etnomusicologia engatinha…

Um dos meus professores na UvA  é compositor também e mantém uma produção musical extensa, participando de vários projetos. Vi que era possível combinar as duas atividades: a criativa com a investigativa. E agora me ofereceram para fazer um PhD artístico em Leiden, que implica numa dissertação mais light que será somada á um trabalho musical criativo prático! Lindo, não?

Bueno, fico feliz com essa possibilidade e agora mais do que nunca,  vejo que a universidade não é um bicho-de-sete-cabeças e sim um espaço para a reflexão e para a prática também.

Nesse caminho, segue a Faculdade Anhembi-Morumbi que se destaca não pelos cursos acadêmicos pesados e sim por aliar a teoria com a prática de forma criativa. Não sei se isso é só marketing, mas vejo que pela grade de aulas que me ofereceram que isso pode realmente ser verdade. Mais do que ensinar música nos moldes antigos, eles querem que o aluno saia dali com a possibilidade real de vir a ser um profissional da música, sabendo como se auto-produzir,  se auto-gerenciar, criar seu próprio espaço e se colocar profissionalmente com todas as ferramentas possiveis, coisa que NUNCA aprendi na USP, onde parecíamos viver numa torre de mármore da  chamada ” música erudita”.

Ah, será que nesse novo ambiente, poderei colocar a prova de que é possível ser um professor universitário legal, que sabe botar a mão na massa?

Quinta passada, fui ver Akira S e seus amigos de longa data, dos anos 80. Eles tocaram no Tapas Club na Augusta. Eram eles: Miguel Barella (meu marido), Giuseppe Fripi Lenti, Fabio Golfeti nas guitarras; Edson X na batera, Alex Antunes e Guilherme Isnard nos vocais e ainda a participação especial de Miss Lim, a Anna, mulher do Akira S. Fizeram desde Atropelamento e Fuga do Voluntários da Pátria até covers de Velvet Underground.

Pela primeira vez, entendi a vibe de um show de rock…. não apenas entendi, mas senti que para ser rock´n roll tem que ter um lance catártico em jogo…ficar careta, só olhando e analisando é perda de tempo. O barato é entrar dentro da música e dançar, deixar o corpo falar, porque o lance é sensorial mesmo…

Não sei se porquê eu estava já “sensilizada” com o tanto que dancei em Salvador no Encontro de Danças do Mundo,  mas o que rolou naquele noite de quinta foi uma vontade de dançar  exasperadamente! enlouquecidamente… sem vergonha alguma!

E tive sorte, porque Marion Strecker, editora do UOL, estava lá  tão animada quanto eu. Só nós duas é que nos mexiamos animadamente. Num determinado momento, ela me puxou para dançar e rodamos na frente daquele espaço pequeno como groupies (segundo palavras do Mario Cesar CArvalho, marido da Marion). Foi bem bom! Curti a beça entrar de cabeça na música dos anos 80, num revival cheio de atitude, com direito a Dominatrix com chicotinho e Alex Antunes de dominado com coleira e tudo  numa cena insólita para dar clima para a música do Velvet, Venus of Furs, baseado num poema do Marques de Sade shiny,shiny shiny boots of leather….

Genial tudo, eles arrasaram! A parede de guitarras ainda ganhou o adendo do som de mão esquerda do Edgar Scandurra no bis. Para a banda que ia tocar depois, foi um delírio já que esses véios da guitarra são ídolos para eles… Tudo muito bom, muito divertido, animado a beça. Adorei!

Hoje tem mais show do Interzona no Dissenso.  A ver se repetem a mesma vibração que nos proporcionaram na quinta!

http://maissoma.com/2011/2/2/casa-dissenso-reune-musica-e-video-em-projeto-experimental

Alex Antunes, Edson X, Miss Lim, Fripp, Akira S, Miguel Barella e Fabio Golfetti

 

agendas, agendas!!!….!!

Publicado: fevereiro 4, 2011 em pensar é só pensar

Que loucura organizar agenda do Mawaca!! Estou enlouqueceeeennnndddooooo!!!

Dia de festa no mar!

Publicado: fevereiro 3, 2011 em Uncategorized

Dia 2 de fevereiro! Dia de festa do mar! Eu quero ser o primeiro a saudar Yemanjá! Chegou, chegou,chegou, afinal o dia dela chegou!!

Pena que não estou em Salvador… queria ter ficado mais uns dia lá para poder saudar Yemanjá porque realmente a festa é linda.  Ai vai a versão do proprio Caymmi cantando. Linda, linda!
http://www.youtube.com/watch?v=_1kwtW1r2aI

ordem na vida internauta….

Publicado: fevereiro 3, 2011 em pensar é só pensar

é legal a sensação de colocar ordem nas coisas da gente, mas ao mesmo tempo, parece que estamos perdendo um tempo enorme!

transferir arquivos para HD externo, demora um monte.. dá pau, um monte de arquivo repetido que vc nem lembra mais o que é… não sabe se é importante, se vai precisar… dúvidas e mais dúvidas que geram ansiedade….

medo de que roubem suas senhas, que entrem no seu perfil e saibam tudo de você

fico com aquela vontade de deixar tudo, mas tudo mesmo, disponivel para mim mesma para quando precisar… mas são tantos gigas, tantos megabytes… credo! que acaba dando uma certa preguicinha… mas vamos lá… hora de botar ordem na casa, nos pcs das nossas vidas, porque sem eles não conseguimos fazer mais nada, não é mesmo?