Arquivo de agosto, 2010

mawaca na web

Publicado: agosto 14, 2010 em mawaca, Musica

Mawaca está no Myspace para quem quiser ouvir e se comunicar com o grupo

http://www.myspace.com/mawacabr

Tem também comunidade no Orkut, embora esteja bem devagar a comunicação por lá

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=132932

Tem um site bem legal

http://www.mawaca.com.br

E um site em ingles

http://www.mawaca.com.br/mawaca/english

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Gente, para quem é educador musical, ou músico que está querendo dar aulas, ai vai uma dica de curso que eu e a minha grande amiga, Berê estaremos dando ainda em agosto. Inscrevam-se!!!


Oficina Outras terras, outros sons para educadores

Coordenação: Berenice de Almeida (EMIA) e Magda Pucci (Mawaca)

A oficina “Outras terras, outros sons” aborda a música dos três principais povos que formaram a identidade brasileira: os indígenas, os portugueses e os africanos. Tem como objetivo principal despertar o encantamento e o respeito por realidades e culturas diferentes da nossa e ampliar o mundo sonoro das crianças através do contato com sonoridades de outros povos.

A oficina é baseada no livro “Outras terras, outros sons” que apresenta textos de reflexão para o professor, informações sobre os povos e suas particularidades musicais, além de sugestões de atividades para cada etapa, partituras comentadas e um CD de apoio com gravações de canções indígenas, portuguesas e africanas interpretadas pelo Mawaca.

As atividades propostas na oficina ‘Outras terras, outros sons’ podem ser aplicadas nas escolas de educação infantil, ensino fundamental e no ensino médio, assim como também em escolas de música.

Os interessados na oficina devem entrar em contato com Ethos Produtora de Arte e Cultura tel. 11 5181-5099

e-mail: outrasterras@gmail.com

Se você  é professor de música e gostaria de desenvolver repertório africano e indígena, conheça  o livro “Outras Terras, Outros Sons” indicado como material didático na bibliografia do Concurso Público da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo Para adquirí-lo, entre em contato pelo email: outras terras@gmail.com e obtenha um desconto.

Visite nosso blog para mais novidades! http://outrasterrasoutrosons.wordpress.com/

Hoje entrevistei Vinicius e Daniel do Projeto Coisa Fina, uma big band que toca Moacir Santos, um dos grandes gênios da música brasileira, embora pouco conhecido.

A entrevista rolou no Teatro da Vila, esquina da Jericó com a Rodésia, um espaço onde toca o Coletivo Elefantes, isto é, um pool de big bands que se juntaram para tocar toda segunda no esquema catraca livre, paga-se o que se acha devido.

É uma moçada que agita, que toca bem e que sabe o que quer. Ouvi o CD que eles acabaram de lançar e o resultado é surpreendente principalmente depois do antológico Ouro Negro produzido pelo Adnet.

Para quem não conhece ai vai o site deles

www.projetocoisafina.com

PS. A entrevista vai ao ar na radio norueguesa NRK no programa Jungeltelegrafen, onde tenho feito colaborações mensais.

http://www.nrk.no/programmer/sider/jungeltelegrafen/

Faz três semanas que estou metida em  projetos para editais, em meio a muitos orçamentos e tentando justificar porque quero fazer tal e tal projeto…. Vivemos a era dos editais. Um avanço por um lado, porque abrem-se alternativas , mas há um cerceamento da liberdade artística… os projetos, para serem aprovados, tem que ter um viés  bem´nacional´, que resgatem as tradições brasileiras, que estejam conectados com as raízes regionais etc, etc.

Sinceramente, tenho medo disso. É uma tentativa de fortalecer  coisas daqui, mas acho que nem tudo precisa ter esse viés brasileiro  que beira o nacionalismo, porquê nacionalismo rima com nazismo, fascismo, e tantos ismos desagradáveis e temerosos…

Escrever tecnicamente sobre o que se vai criar é extremamente complicado. Arte não se faz assim, planejando passo a passo o que acontecerá. A arte deve fluir. Tem um ir e vir mais solto, que quando aprisionado em editais pode se sufocar.

Se analisarmos os projetos aprovados em editais, muitos deles parecem chapa branca, sem atrativos, corretos politicamente falando, mas insossos. Ou então são patrocinados  artistas que não precisam desse suporte, como Marisa Monte,  Lenine, Vanessa da Mata que já tem seus CDs bancados por gravadoras multinacionais. Pois é, vivemos também a era das contradições, pois o governo ,ao buscar o politicamente correto, estimula a criação de espaço para que os já consagrados consigam recursos para seus Cds e DVDs.

Meu trabalho não é nem de cultura popular, que hoje tem tido um grande apoio desses editais, principalmente os que estão fincados em locais de poucos recursos. Também não é música erudita que teria 100% de isenção de imposto de renda pela velha Lei Rouanet.  Também não tem o apelo pop de uma banda de rock que garanta uma sobrevivência pelo caminho das paradas de sucesso, que toca nas rádios todos os dias por conta de muito jabá pago pelas gravadoras.

Me sinto num limbo, num vazio conceitual, pois não consigo encaixar a proposta do Mawaca em nenhuma das instâncias que se apresentam por ai.

Envio projetos para conseguir patrocínios desde o início do Mawaca, mais precisamente, 15 anos. Consegui uma única vez pelo Secretaria do Estado, a LINC, para produzir o primeiro CD do Mawaca. Um milagre. Naquele momento, não era necessário bater na porta das empresas para captar nada. Conseguiamos uma verba pequena pelo simples mérito cultural. Tivemos sorte de ter gente na banca que gostava do nosso trabalho e nos aprovou. Gente que nem sei quem é, porque nunca tive grandes contatos influentes. Deu certo uma vez e nunca mais.

Será que um dia conseguirei furar o cerco e ser agraciada por um desses editais ?